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Dia Mundial do Solo

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Quem vive da mineração sabe muito bem a importância do solo. E para que toda a sociedade também entenda porque é importante preservá-lo foi instituído o Dia Mundial do Solo, comemorado em todo o mundo em 05 de dezembro. A data é uma homenagem ao Rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, em função de sua luta […]

Dia Mundial do Solo
Dia Mundial do Solo

Quem vive da mineração sabe muito bem a importância do solo. E para que toda a sociedade também entenda porque é importante preservá-lo foi instituído o Dia Mundial do Solo, comemorado em todo o mundo em 05 de dezembro. A data é uma homenagem ao Rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, em função de sua luta para promover a ciência do solo e a sua conservação. Foi estabelecida em 2002 durante o XXVII Congresso Mundial de Ciência do Solo, em Bangkog, Tailândia, pela Sociedade Internacional de Ciência do Solo (IUSS). 

A importância do solo

Embora pareça robusto, o solo é uma fina e delicada membrana viva que recobre a crosta terrestre e dá suporte a toda vida que existe sobre o Planeta.  No entanto, apesar dessa fragilidade, exerce influência decisiva sobre os fenômenos que acontecem na superfície acima dele. Em interface com a atmosfera, a hidrosfera, a biosfera e a litosfera, o solo é responsável pelos principais processos biogeoquímicos que garantem a vida na Terra.

Apesar da sua importância, hoje o solo está em perigo. Estudos recentes revelam que 33% dos solos do mundo estão degradados. Os principais motivos são erosão, salinização, compactação, acidificação e contaminação. Como consequência por essa espécie de selamento da Terra,  ocorrem enchentes, perda de fertilidade, degradação e mudanças climáticas. 

A situação do solo brasileiro

Segundo dados do “Status of the World’s Soil Resources”, que  reúne o trabalho de cerca de 200 cientistas do solo de 60 países, a erosão elimina 25 a 40 bilhões de toneladas de solo por ano, reduzindo significativamente a produtividade das culturas e capacidade de armazenar carbono, nutrientes e água. A entidade faz um alerta de que se não forem tomadas medidas para reduzir esse problema, haverá a diminuição de mais de 253 milhões de toneladas de cereais em 2050. 

Os dados da América Latina também são preocupantes. De acordo com relatório da instituição, 50% dos solos latino-americanos estão sofrendo algum tipo de degradação. No Brasil, os principais problemas encontrados são erosão, perda de carbono orgânico, e desequilíbrio de nutrientes, salinização, poluição, acidificação. 

Para reverter esse quadro é preciso primeiro a conscientização do problema e depois um profundo conhecimento sobre os tipos de solos do país.  A partir daí será possível criar ações para garantir o uso do solo de maneira sustentável, de modo que seja possível extrair dele suas riquezas e manter a sua vitalidade, garantindo o futuro das próximas gerações.