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Plantas que “recolhem” metais podem ser alternativa para recuperar solos poluídos

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A natureza é mesmo surpreendente. Algumas espécies de plantas são “amantes” de metais, e tem a capacidade de absorver elementos químicos em seus caules, folhas e até sementes. Desde 1976 os cientistas estão de olho numa pequena árvore, a Sebertia acuminata, nativa da ilha de Nova Caledônia, considerada uma espécie ‘hiperacumuladora’ de metais. Várias espécies […]

Plantas que “recolhem” metais podem ser alternativa para recuperar solos poluídos
Plantas que “recolhem” metais podem ser alternativa para recuperar solos poluídos

A natureza é mesmo surpreendente. Algumas espécies de plantas são “amantes” de metais, e tem a capacidade de absorver elementos químicos em seus caules, folhas e até sementes. Desde 1976 os cientistas estão de olho numa pequena árvore, a Sebertia acuminata, nativa da ilha de Nova Caledônia, considerada uma espécie ‘hiperacumuladora’ de metais. Várias espécies já foram documentadas em vários países, inclusive no Brasil, e agora estão sendo vistas como uma alternativa para recuperar áreas poluídas. 

Há projetos em desenvolvimento para comprovar a eficiência dessas plantas em áreas de recuperação ambiental.  A tecnologia tem a capacidade de permitir que áreas com solos contaminados voltem a ser produtivas, ou até recuperar terras pobres em nutrientes voltem a ser férteis. Alguns estudos apontam que os pequenos agricultores poderiam plantar as hiperacumuladora em solos ricos em metais, e as empresas de mineração poderiam usar essas plantas para limpar suas antigas minas e resíduos e até gerar alguma receita.

Cada planta hiperacumuladora de metais tem seu próprio metal de preferência, mas o níquel vem despontando nas preferências dos pesquisadores porque as plantas parecem gostar particularmente dele. A concentração de níquel nos biominérios extraídos das hiperacumuladoras varias entre 10% e 25% em peso (metal contido), altíssima em comparação com os minérios explorados pela mineração tradicional, que não passam de 1,5%.

Em relação ao ouro, a ideia de uma planta que extraia o metal e, por conta de tal característica, seja adotada como uma ferramenta para obter o precioso metal em minérios onde a exploração convencional é pouco econômica não soa como absurdo. Isso porque existem espécies que têm capacidade de despoluir o solo em que estão enraizadas, acumulando os elementos prejudiciais ali presentes – ou seja, frágeis vegetais aptos a fazer um árduo serviço para o homem. Batizada como fitorremediação, essa tecnologia, recente em nosso meio, usa, de fato, plantas para descontaminar áreas poluídas por metais pesados.

A eficiência da tecnologia é tanto maior quanto mais metais os exemplares vegetais extraírem dos solos. Sem dúvida, uma descoberta animadora para o meio ambiente e para os trabalhadores que tiram o seu sustenta da terra, como os garimpeiros.