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Áreas de conservação na Amazônia têm mais de 200 processos ativos de mineração

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Na Amazônia, 110 Unidades de Conservação (UCs) estão ameaçadas por projetos de infraestrutura, sendo que 219 têm processos ativos relacionados à mineração e 14 podem ser afetadas por projetos de geração de energia. A lista de ameaças, elaborada pela World Wide Fund for Nature Brasil (WWF-Brasil), inclui ainda desmatamento e crescimento de propriedades privadas. O […]

Na Amazônia, 110 Unidades de Conservação (UCs) estão ameaçadas por projetos de infraestrutura, sendo que 219 têm processos ativos relacionados à mineração e 14 podem ser afetadas por projetos de geração de energia. A lista de ameaças, elaborada pela World Wide Fund for Nature Brasil (WWF-Brasil), inclui ainda desmatamento e crescimento de propriedades privadas.

O estudo da WWF-Brasil analisou todos os processos de recategorização, redução ou extinção de unidades de preservação na Amazônia, eventos conhecidos por Protected Areas downgrading, downsizing, and degazettement (PADDD).

A pesquisa levou em conta as 316 UCs federais e estaduais da Amazônia que protegem aproximadamente 1,4 milhão de km². Em alguns casos, a mesma UC se encaixa em mais de uma ameaça. Os projetos de infraestrutura, segundo a entidade, são os que representam a maior ameaça por área, com cerca de 30 mil km² em UCs ameaçados.

A mineração ameaça área superior aos 4.000 km², considerando requerimento de mineração em UCs de proteção integral, autorização para pesquisa mineral e áreas já com direito à extração de minérios. Segundo a coordenadora do programa de ciência da WWF e autora do estudo, Mariana Napolitano, há ainda cerca de 13 mil processos minerários em andamento na região.

Em maio, a Agência Nacional de Mineração (ANM) vinha liberando projetos de mineração em UCs no Pará. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), há focos de garimpo nas Florestas Nacionais (Flona) de Itaituba 1 e 2, e de Trairão, o que causa danos ambientais aos locais. O MPF pediu a paralisação urgente das atividades de garimpo.

“Se não sentarmos e planejarmos juntos vamos ficar em conflito para sempre. É uma ameaça a um patrimônio estabelecido [UCs] e que demorou anos de investimento público para se formar. E também não é interessante para os setores, porque com sobreposições de UCs começam processos demorados, além de ser um ponto de atenção para investidores”, afirma Napolitano. As informações são da Folha de S.Paulo.

Fonte: www.noticiasdemineracao.com