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Belo Sun comemora vitória jurídica para mina de ouro na floresta Amazônica

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A Belo Sun Mineração disse, nesta sexta-feira (12), que obteve uma vitória jurídica chave no seu esforço para construir uma mina de ouro na floresta Amazônica, o que gerou críticas de ambientalistas e defensores indígenas. Um tribunal de apelações brasileiro determinou que o Estado do Pará era a autoridade apropriada para conceder uma licença ambiental […]

A Belo Sun Mineração disse, nesta sexta-feira (12), que obteve uma vitória jurídica chave no seu esforço para construir uma mina de ouro na floresta Amazônica, o que gerou críticas de ambientalistas e defensores indígenas.

Um tribunal de apelações brasileiro determinou que o Estado do Pará era a autoridade apropriada para conceder uma licença ambiental para o projeto, disse a empresa. Os promotores argumentaram que a mina precisava de uma licença do Ibama, órgão ambiental federal.

A mineradora canadense já recebeu licenciamento estadual para o projeto, adjacente à represa hidrelétrica de Belo Monte, em um afluente do rio Amazonas.

As ações da Belo Sun subiram 4% na bolsa de valores de Toronto, no início da sexta-feira (12).

Helena Palmquist, do Ministério Público Federal no Pará, reconheceu que a decisão do tribunal suspendeu a decisão de um tribunal inferior que paralisou o projeto, mas disse que o mérito do caso ainda será analisado por um colegiado de juízes.

Funcionários da Belo Sun não retornaram as ligações das reportagem para fornecer mais comentários sobre o caso.

A mineradora ainda deve entregar um novo estudo sobre o impacto nas comunidades indígenas vizinhas ao projeto, que promete ser a maior mina de ouro do Brasil.

O Instituto Socioambiental, sem fins lucrativos e que está documentando o impacto da barragem de Belo Monte em tribos próximas, alertou que os produtos químicos e resíduos de mineração envolvidos no projeto da Belo Sun representam sérios riscos para o modo de vida dos nativos.

Barragem

O empreendimento da Belo Sun está paralisado desde 2017 quando teve a licença de instalação suspensa, por divergências quanto à necessidade de estudos sobre impacto em comunidades próximas. Em novembro do ano passado, a justiça autorizou o Estado do Pará a ser, novamente, o responsável pelo licenciamento ambiental do projeto de ouro.

Segundo o site da empresa, o projeto Volta Grande “terá apenas uma barragem de rejeitos e sua capacidade, após 12 anos de operação, será de 35,43 milhões de metros cúbicos, o que equivale a 1/3 da barragem de Fundão, de Mariana (MG) – que se rompeu em 2015, provocando um dos maiores desastres ambientais da história. A barragem de rejeitos será construída para permanecer estável durante toda a vida útil do empreendimento e após o encerramento das operações”. As informações são da Reuters e da Belo Sun.

Fonte: www.noticiasdemineracao.com