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Com coronavírus ouro alcança maior cotação desde 2013

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O mundo volta a se assustar com uma nova epidemia e agora, com o surto de coronavírus avançando pelo globo, ativos de proteção como o ouro voltam a serem valorizados. Nessa semana o metal atingiu sua maior cotação desde 2013.  A valorização da commodity já era esperada pelo mercado, mas até mesmo os mais otimistas […]

Com coronavírus ouro alcança maior cotação desde 2013
Com coronavírus ouro alcança maior cotação desde 2013

O mundo volta a se assustar com uma nova epidemia e agora, com o surto de coronavírus avançando pelo globo, ativos de proteção como o ouro voltam a serem valorizados. Nessa semana o metal atingiu sua maior cotação desde 2013. 

A valorização da commodity já era esperada pelo mercado, mas até mesmo os mais otimistas se surpreenderam com a performance do ouro. A última vez em que o ativo tinha ido além dos US$ 158 tinha sido em fevereiro de 2013.

A razão para a valorização é uma só: ele é considerado porto seguro de quem investe quando o cenário externo parece mais incerto. Além de funcionar como salvaguarda quando o dinheiro fica curto, o ouro é o refúgio de alguns investidores em momentos de incertezas. Quem investe na commodity busca, antes de mais nada, proteção para o seu patrimônio.

Para entender melhor como funciona a formação do preço do ouro e como ele costuma se beneficiar em momentos de incerteza, o investidor deve olhar para três variáveis. Em primeiro lugar está a taxa de juros norte-americana. Isso porque quanto maior a taxa de juros dos EUA, menos atrativo é investimento na commodity.

A razão é que a moeda americana ganha valor e fica mais interessante investir nos Estados Unidos do que buscar ativos de maior risco em outros mercados, como os emergentes, por exemplo.

O segundo ponto está ligado ao dólar. Se a moeda americana se valorizar frente a outras cestas de moedas como o real, os preços das commodities tendem a cair. Mas, se o dólar perder fôlego, as commodities, como ouro e petróleo, costumam ganhar força.

Na sequência, está a demanda direta. Nesse caso, o destaque vai para China e Índia, que são grandes compradores diretos de joias. Logo, quanto maior for o crescimento de ambos os países, maior será a demanda por esse tipo de mercadoria.

Além da questão da própria oferta e demanda do ativo, outro fator que pode ajudar são as incertezas externas. No ano passado, o ouro apresentou forte valorização por conta da intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Fonte: Seu Dinheiro