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Ouro

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Estudos sobre a economia mineral do ouro convergem no sen- tido de que a história da produção em escala do ouro pode ser dividida em duas eras: antes e após a corrida do ouro na Califórnia (1848). Estimativas sobre a produção histórica acumulada até então, aproxime-se da ordem de 10.000 t Au, o que significa […]

Estudos sobre a economia mineral do ouro convergem no sen- tido de que a história da produção em escala do ouro pode ser dividida em duas eras: antes e após a corrida do ouro na Califórnia (1848). Estimativas sobre a produção histórica acumulada até então, aproxime-se da ordem de 10.000 t Au, o que significa que mais de 90% do ouro extraído mundialmente foi produzido a partir de 1848 (WGC, 2009).

Admite-se, portanto, como ponto referencial histórico da in- dústria de mineração de ouro a descoberta em Sutter’s Mill (Califór- nia), como uma produção estimada em torno de 280 t. Na sequên- cia com a descoberta os ricos veios de ouro na Bacia Witwatesrand(1886), a África do Sul assume a hegemonia produtiva aurífera mun- dial, que manteve até recentemente, sendo superada pela China, em 2007 (276 t Au).

Durante grande parte do século XX, a mineração do ouro mostrou-se declinante em vários países tradicionais produtores, re- gistram-se alguns ‘pulsos’ de revigoramento produtivo mundial atri- buída a alta do preço do ouro no final da década de ’30. No entanto,

somente no final da década de ’80, com o agravamento da instabi- lidade-preço do petróleo (2o choque), impõe-se a revitalização do ouro como reserva de valor e o consequente aumento nas cotações internacional metal, observa-se a retomada dos investimentos na pesquisa mineral e abertura de novas minas no mundo. Com efeito, a produção ocidental quase dobrou durante a década de 1980, passan- do de 962 t em 1980 para 1.744 t dez anos depois, conformando-se uma ‘nova era de ouro’, caracterizada por verdadeira ‘corrida do ouro’ na região Amazônica (Brasil e Venezuela). No Brasil, Serra Pelada, no estado do Pará, sobressai-se como importante região produtora (13 t Au, em 1983), contribuindo para o record na produção nacional (63,6 t Au).

Atualmente, a evolução da pesquisa mineral tem permitido a identificação e avaliação do potencial aurífero em diferentes ambien- tes metalogenéticos, com destaque para os depósitos de baixo grau epitermal, na borda do Pacífico, os greenstone belt da América do Sul, na África sub-saariana (especialmente Gana) e na ex-repúblicas sovi- éticas, como como o Cazaquistão e o Uzbequistão.

Fonte: ANM